sexta-feira, 1 de junho de 2012

PROVAS DE CONCURSOS ASSISTENTE SOCIAL

CONCURSO UFPEL 2012-ASSISTENTE SOCIAL
Conhecimentos específicos.


9.
De acordo com o Código de Ética
Profissional dos Assistentes Sociais, no Capítulo
V, artigo 18 do Sigilo Profissional, a quebra do
sigilo só é admissível

(a) quando
houver intimação para depoimento
judicial em Varas Especiais.
(b) quando
houver trabalho multidisciplinar e a
equipe solicitar informações complementares
para uma intervenção integrada.
(c) quando a situação não se caracterizar como área
de sua competência ou de sua atribuição
profissional, ou quando infringir os dispositivos
legais relacionados a impedimentos ou
suspeição.
(d) quando
se tratar de situações cuja gravidade
possa, envolvendo ou não fato delituoso, trazer
prejuízo aos interesses do usuário, de terceiros e
da coletividade.
(e) quando
servir como testemunha na Delegacia
Seccional do CRESS para fins de averiguação
das condições de trabalho que não sejam dignas
e possam prejudicar os usuários.
10.


Em observância com a Lei de
Regulamentação da Profissão, nº 8.662/93, em seu
artigo 5°, constituem atribuições privativas do
Assistente Social:

I) dirigir serviços técnicos de Serviço Social
entidades públicas ou privadas;
em
II) planejar, organizar
Serviços Sociais;
e administrar benefícios e
III) elaborar, implementar, executar e avaliar
políticas sociais junto a órgãos da administração
pública direta ou indireta, empresas, entidades e
organizações populares.

Dessas afirmações,

(a) a I e III estão corretas.
(b) apenas a I está correta.
(c) apenas a II está correta.
(d) a I e II estão corretas.
(e) a II e III estão corretas.

11.

A Resolução CFESS n° 533, de 29 de
setembro de 2008, que regulamenta a supervisão
direta de estágio no Serviço Social, prevê, em seu
artigo 3°, parágrafo Único, a definição do número
de estagiários a serem supervisionados pelo
supervisor de campo, estabelecendo que

(a)
o limite máximo não deverá exceder 1 (um)
estagiário para cada 10 (dez) horas semanais de
trabalho.
(b)
o limite mínimo de 2 (dois) estagiários deverá ser
estabelecido para cada 40 (quarenta) horas
semanais de trabalho.
(c)
o limite máximo não deverá exceder 10 (dez)
estagiários para cada 40 (quarenta) horas
semanais de trabalho.
(d)
o limite máximo não deverá exceder 4 (quatro)
estagiários para cada 10 (dez) horas semanais de
trabalho.
(e)
o limite máximo não deverá exceder 4 (quatro)
estagiários para cada 20 (vinte) horas semanais
de trabalho.

12.

De acordo com Maria da Graça Türck
(2002), a formação de Redes Internas

(a) deve ser viabilizada com recursos tecnológicos,
bem como conhecimentos de operacionalização
desses sistemas.
(b)
requer solidariedade humana, conhecimento das
contradições sociais e predisposição ao método
de superação dialética.
(c) deve, em um primeiro momento, desatar os “nós”
criados pelos conflitos internos para, em um
segundo momento, estabelecer as relações de
intercâmbio entre os diversos segmentos
integrantes do processo.
(d) passa
pelo compartilhamento dos sujeitos, pela
intercomunicação entre eles, pela inclusão e pelo
interesse comum.
(e) passa pela criação de um banco de dados que
deve ser constantemente atualizado, conforme a
demanda criada pelas determinações sociais.


13.


A Lei nº 9.394, de 20 dezembro de 1996,
estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional (LDB) e, em seu Título II, artigo 2º, dos
Princípios e Fins da Educação Nacional, define:

(a) A educação, direito da família e dever do Estado,
inspirada nos princípios de liberdade e
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno
desenvolvimento do educando, garantindo-lhe
igualdade de acesso e gratuidade de ensino.
(b) A educação, direito da família e dever do Estado,
inspirada nos princípios de liberdade, igualdade e
solidariedade social, tem por finalidade o preparo
para o exercício da cidadania e a qualificação
para o mercado de trabalho.
(c) A
educação, dever da família e do Estado,
inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais
de solidariedade humana, tem por finalidade o
pleno desenvolvimento do educando, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação
para o trabalho.
(d) A educação, direito da família e dever do Estado,
inspirada nos princípios de liberdade e
solidariedade, garante ao educando igualdade de
acesso e gratuidade nos órgãos oficiais de
ensino, desde a educação infantil até o ensino
superior, visando o pleno exercício da cidadania.
(e) A
educação, dever da família e do Estado,
ministrada com base nos princípios de liberdade,
igualdade e solidariedade, pluralismo de idéias e
de práticas pedagógicas, garantindo um padrão
de excelência que qualifique o cidadão para o
trabalho e potencialize a capacidade de cada um,
possibilitando acesso aos níveis mais elevados
de ensino, pesquisa e extensão.

14.

Marilda Iamamoto, em sua obra “O Serviço
Social na Contemporaneidade”, define a prática
profissional como a atividade do assistente social na
relação com o usuário, os empregadores e os demais
profissionais. No entanto, “esta atividade é
socialmente determinada por condições sociais nas
quais se realiza, distintas da prática e a ela externas,
ainda que nela interfiram” (p. 94). Tais condições,
segundo a autora, são:

(a)
os recursos disponibilizados para o trabalho do
assistente social, o poder de decisão delegado ao
profissional, o conhecimento do assistente social
em torno da realidade conjuntural, a eficácia das
políticas sociais.
(b)
as políticas sociais específicas, a lei de
regulamentação da profissão que deve garantir
condições de trabalho ao assistente social, a
interpretação que o empregador tem do Serviço
Social, a questão social e suas manifestações.

(c)
os recursos colocados à disposição pelo
empregador, as políticas sociais específicas, a
eficácia da legislação social em vigor, o
significado sócio-histórico da profissão por parte
do assistente social, do empregador, das outras
profissões e do usuário.
(d)
as relações de poder institucional, os recursos
colocados à disposição para o trabalho pela
instituição que contrata o assistente social, as
políticas sociais específicas, os objetivos e
demandas da instituição empregadora, a
realidade social da população usuária.
(e)
os recursos disponibilizados para o trabalho do
assistente social, a formação profissional, a
capacidade de iniciativa e decisão do assistente
social, o significado atribuído à dimensão ética
por parte do profissional de Serviço Social, a
demanda da população usuária, os objetivos da
instituição empregadora.

15.

Marilda Iamamoto, em sua obra “Serviço
Social na Contemporaneidade”, defende a
necessidade de “decifrar os determinantes e as
múltiplas expressões da questão social, eixo fundante
da profissão” (p. 114). Assim, segundo a autora, dar
conta da questão social, hoje, é:

(a)
entender o processo de globalização e suas
desigualdades decorrentes como o desemprego e
violência. Mas conferir, também, as alternativas
concretas e existentes que se contrapõem ao
capitalismo.
(b)
compreender a lógica neoliberal e suas
consequências e pensar a implantação de
processos socialistas, retraduzindo, no campo da
legalidade, a igualdade social.
(c)
sustentar uma interlocução de paradigmas no
debate contemporâneo do Serviço Social, de
modo que a profissão não se alheie das múltiplas
tendências teóricas que hoje atravessam a
produção das ciências sociais para poder criar
formas mais viáveis de resistência à lógica do
capitalismo.
(d)
considerar a necessária análise politicista das
políticas sociais para encontrar formas de
resistência às práticas assistencialistas que só
reforçam a lógica de acúmulo de riquezas e
injusta distribuição de renda.
(e) decifrar as desigualdades sociais – de classes –
em seus recortes de gênero, raça, etnia, religião,
nacionalidade. Mas decifrar, também, as formas
de resistência e rebeldia com que são
vivenciadas pelos sujeitos sociais.


16.


A Lei n° 8.742, de 07 de dezembro de 1993,
nomeada Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS),
dispõe sobre a Organização da Assistência Social e
dá outras providências. Em seu capítulo IV, Seção I
dos Benefícios de Prestação Continuada, o artigo
20 estabelece:

(a) O benefício de prestação continuada é a garantia
de 1/3 (um terço) do salário mínimo mensal à
pessoa portadora de deficiência e ao idoso com
65 (sessenta e cinco) anos ou mais e que
comprovem não possuir meios de prover a
própria manutenção e nem de tê-la provida por
sua família.
(b) O benefício de prestação continuada é a garantia
de 1 (um) salário mínimo mensal à pessoa
portadora de deficiência e ao idoso com 70
(setenta) anos ou mais e que comprovem não
possuir meios de prover a própria manutenção e
nem de tê-la provida por sua família.
(c) O benefício de prestação continuada é a garantia
de 1 (um) salário mínimo mensal à pessoa
portadora de deficiência e ao idoso com 65
(sessenta e cinco) anos ou mais e que
comprovem não possuir meios de prover a
própria manutenção e nem de tê-la provida por
sua família.
(d) O benefício de prestação continuada é a garantia
de 1/3 (um terço) do salário mínimo mensal às
famílias chefiadas por mulheres,
comprovadamente em situação de
vulnerabilidade social, à pessoa portadora de
deficiência e ao idoso com 60 (sessenta) anos ou
mais e que comprovem não possuir meios de
prover a própria manutenção e nem de tê-la
provida por sua família.
(e) O benefício de prestação continuada é a garantia
de 1/4 (um quarto) do salário mínimo mensal à
pessoa portadora de deficiência e ao idoso com
70 (setenta) anos ou mais e que comprovem não
possuir meios de prover a própria manutenção e
nem de tê-la provida por sua família.
17.


Domingos Armani (2009) identifica o
“Ciclo de um Projeto” através dos principais
momentos e atividades a seguir listadas:

(a) Identificação
e Diagnóstico; Determinação de
Viabilidades; Plano Operacional; Avaliação.
(b) Diagnóstico
da Problemática; Formulação do
Objetivo; Identificação dos Fatores de Risco;
Execução; Monitoramento e Avaliação.
(c) Diagnóstico;
Intervenção; Avaliação;
Replanejamento.
(d) Identificação
da Problemática; Elaboração dos
Objetivos Gerais e Específicos; Estudo de
Viabilidades; Aprovação; Execução; Avaliação.
(e) Identificação; Elaboração; Aprovação;
Implementação com M&A; Avaliação;
Replanejamento.

18.


Alzira Maria Baptista Lewgoy afirma, em
sua obra “Supervisão de Estágio em Serviço
Social” (2009), que a matéria-prima da supervisão
de estágio é o “espaço de ensino-aprendizagem”
porque

(a)
o supervisor tem oportunidade de adquirir novos
conhecimentos e inteirar-se com competência e
atualidade, e o supervisionado tem a
oportunidade de refletir a prática e se beneficiar
pela experiência do supervisor.
(b)
ocorre a verdadeira relação teórico-prática em
que o aluno supervisionado vivencia a práxis
acompanhada pelo supervisor.
(c)
existe a vivência da aprendizagem no cotidiano
profissional em que predomina uma relação de
troca entre supervisor e supervisionado.
(d)
existem desafios e reafirmação de compromissos
expressos tanto pelo supervisionado quanto pelo
supervisor.
(e) é
a interação da trilogia supervisionado,
supervisor de campo e supervisor acadêmico.

19.


Marilena Chauí, em seus “Escritos sobre a
universidade” (2001), concebe a universidade
como

(a)
uma instituição da federação, co-partícipe do
Ministério da Educação, na elaboração e
implementação das políticas educacionais.
(b)
uma instituição retrógrada, distante da realidade
que a cerca, por isso, os trabalhadores da
educação no ensino superior estão desafiados a
não somente qualificar o conhecimento, mas
também inseri-lo na realidade.
(c)
uma expressão da contradição social ante o
desafio das demandas da realidade e do
conhecimento disponível para atendê-la.
(d)
uma instituição social que exprime de modo
determinado a sociedade de que é e faz parte,
não sendo é uma realidade separada e sim uma
expressão historicamente determinada de uma
sociedade determinada.
(e)
uma instituição que exprime uma
incompatibilidade entre a vocação política e a
vocação científica.


20.


Rosamélia Guimarães e Silvana Almeida
(2008), em suas “Reflexões sobre o trabalho
social com famílias”, destacam que o trabalho de
metodologia de abordagem com famílias pobres
tem, como princípio básico,

(a) levar em consideração o conceito que a própria
família tem de si.
(b) qualificar
os trabalhadores sociais para
abordagens com famílias vulneráveis.
(c)
elevar a família à condição de parceira dos
programas sociais.
(d) identificar a rede que cerca o grupo familiar a fim
de avaliar a amplitude de possíveis ações.
(e)
contextualizar a capacidade afetiva dos membros
do grupo familiar para medir o ponto de partida da
abordagem.
21.


Segundo Carlos Simões (2008), o conceito
de serviço público, nas constituições brasileiras e
na legislação ordinária

(a)
aplica-se à administração pública segundo o
contexto político de seus dirigentes, sob a
legislação estatal, para atender a população de
modo universal.
(b)
refere-se aos agentes políticos eleitos ou
nomeados que têm a atribuição de servir os
interesses e as necessidades da sociedade,
através de recursos e legislações previstas para
tais fins.
(c)
classifica-se em três modalidades: serviços
primordiais, que são aqueles úteis à comunidade;
secundários, que não são essenciais mas de
conveniência, e terceirizados, que são aqueles
contratados pelo poder estatal em circunstâncias
ocasionais.
(d)
caracteriza-se por uma personalidade jurídica de
direito privado, constituído com capital
exclusivamente do Estado, para servir a
população em caráter universal.
(e)
altera-se, segundo as exigências da sociedade
civil, em cada momento histórico. É o serviço
prestado pela administração ou por seus
delegados, sob normas e controles estatais, para
satisfazer as necessidades essenciais ou
secundárias da população.
22.


Myriam Veras Baptista aponta, em seu livro
“Planejamento Social” (2000), um “falso dilema” no
momento do profissional planejar uma intervenção: a
demanda institucional de um lado e a demanda dos
usuários de outro lado. De acordo com a autora,
trata-se de um “falso dilema” porque o assistente
social deve ser capaz de

(a)
elaborar um planejamento com a participação dos
gestores institucionais e seus demandatários.
(b)
reestruturar essa demanda, mediando interesses
diversos, numa determinada direção ético-
política, o que significa reconstruir o objeto da
intervenção.
(c)
avaliar os recursos disponíveis para desenvolver
um trabalho que reconheça suas limitações
através de indicadores bem concretos.
(d)
enfrentar a situação de modo a expor os conflitos
da forma mais transparente possível para que,
em um segundo momento, cada lado, instituição
e usuários, elabore um autoconhecimento das
limitações impostas.
(e)
contratar a equipe técnica disponível na
instituição para elaborar um plano estratégico que
aponte as prioridades a serem atendidas.

23.


Carlos Simões (2008), em seu capítulo
sobre “O Estado e a Constituição”, na obra
“Curso de Direito do Serviço Social”, destaca que

o Ministério Público tem o encargo de
(a) fiscalizar
os serviços públicos para que não
atentem contra a democracia e os direitos sociais
e civis dos cidadãos. Desde a Constituição de
1988, integra o Poder Judiciário.
(b) fiscalizar
os serviços públicos para que não
atentem contra a democracia e os direitos sociais
e civis dos cidadãos. Desde a Constituição de
1988, integra o Poder Executivo.
(c) proteger
e legitimar juridicamente as
determinações da administração pública dentro
dos preceitos democráticos, constituindo-se,
operacionalmente, desde a Constituição de 1988,
um verdadeiro quarto poder do Estado.
(d)
responsabilizar-se pela defesa dos direitos dos
cidadãos que não têm recursos suficientes para
pagar advogados privados, em todos os graus, de
forma irrestrita e gratuita.
(e)
vigilar para que a ordem jurídica e o regime
democrático sejam respeitados e o de defender
os interesses sociais e individuais indisponíveis,
até mesmo contra entes estatais. Desde a
Constituição de 1988, tem autonomia funcional e
administrativa, diante do Poder Executivo.


24.


Marta Buriolla, em sua obra “Supervisão
em Serviço Social” (1994), atribui os seguintes
papéis prioritários ao supervisor de alunos:

(a)
educador; transmissor de conhecimentos-
experiências e de informações; facilitador;
autoridade; avaliador.
(b)
orientador; mediador; facilitador; avaliador.
(c)
educador; terapeuta profissional; mediador;
avaliador.
(d)
orientador; mediador; promotor da práxis;
transmissor de conhecimento-experiência.
(e)
educador; terapeuta profissional; facilitador;
autoridade; avaliador.
25.


Behring e Boschetti (2006) apontam a
natureza contraditória da política social, ou seja,

(a)
a política social pode assumir um caráter
contraditório no discurso e permanecer inerte nas
práticas sociais.
(b)
a política social pode assumir tanto um caráter de
espaço de concretização dos direitos dos
trabalhadores quanto ser funcional à acumulação
capitalista e à manutenção do status vigente.
(c)
a política social se renova na legislação,
adquirindo um caráter focalista, mas permanece
universal.
(d)
a política social adota princípios capitalistas, mas
tem por objetivo principal construir práticas
embasadas em ideais socialistas.
(e)
a política social articula movimentos sociais, mas
determina uma legislação restrita, cabendo ao
Serviço Social prescrever seu objeto ético-político
para fomentar uma sociedade mais justa e
igualitária.
26.


O Conselho Federal de Serviço Social
(2003) define estudo social como sendo

(a)
uma avaliação, um exame ou vistoria, solicitada
ou determinada sempre que a situação exigir um
parecer técnico ou científico de determinada área
do conhecimento, que contribua para uma
tomada de decisão.
(b)
uma apresentação descritiva e interpretativa de
uma situação ou expressão da questão social,
enquanto objeto da intervenção do assistente
social no seu cotidiano laborativo.

(c)
um processo resultante de um documento
constituído por uma introdução que indique
demandas e objetivos, uma identificação breve
dos sujeitos envolvidos, metodologia aplicada na
abordagem com os sujeitos, relato analítico da
construção histórica da questão estudada e de
seu estado atual e uma conclusão que deve
apontar o posicionamento profissional do
assistente social.
(d)
um processo metodológico específico do Serviço
Social, que tem por finalidade conhecer com
profundidade, e de forma crítica, uma
determinada situação ou expressão da questão
social, objeto da intervenção profissional –
especialmente nos seus aspectos
socioeconômicos e culturais.
(e)
um diagnóstico prévio elaborado pelo Serviço
Social ou equipe multidisciplinar que sirva de
subsídio para objetivar abordagens técnicas
posteriores.
27.


Minayo (2008) define entrevista semiestruturada
como sendo uma coleta de
informações

(a)
em que o informante é convidado a discorrer
livremente sobre o tema em foco, respondendo,
ocasionalmente, a perguntas do entrevistador,
ficando sob a responsabilidade deste último o
rumo e a conclusão da entrevista.
(b) que usa dispositivos visuais como fotos, gravuras,
contos, poesias para discorrer sobre o que vê e
lê. É usada quando precisa abordar assuntos
difíceis e delicados.
(c) que
pode utilizar como fontes de informação
dados primários e secundários, não sendo o
entrevistado, necessariamente, o informante
principal.
(d) quando
se destina a esclarecer apenas um
determinado problema, utilizando perguntas
abertas.
(e) que combina perguntas fechadas e abertas, em
que o entrevistador tem a possibilidade de
discorrer sobre o tema em questão sem se
prender à indagação formulada.


28.


O CFESS (2003) destaca que o parecer
social

(a)
não pode ser uma comprovação de informação e
não deve possuir um caráter de fiscalização: ele é
um viabilizador de direitos.
(b)
não pode ser um relatório descritivo, deve ser
apresentado em documento suscinto de forma a
comprovar a situação em questão.
(c) deve
ser apresentado em documento com
informações objetivas e detalhadas com fontes de
comprovação da situação exposta, para viabilizar
decisões sobre concessão de direitos.
(d) deve resultar em um documento que resulte de
estudo social e que indique todas as fontes de
informações para facilitar possíveis investigações,
assegurando a tomada de decisão.
(e) deve
ser um instrumento de inclusão social,
contendo a opinião técnica do assistente social e
se expressar como um facilitador na tomada de
decisões.
29.


Segundo Alfred Benjamin, a Entrevista de
Ajuda divide-se nos estágios conforme a
descrição a seguir:

(a)
no estágio intermediário o assunto é situado, mas
nem sempre aceito. O corpo principal da
entrevista não é desenvolvido e nem alcançado.
(b)
a última etapa da entrevista é a do encerramento.
Nesta etapa pode ser introduzido material novo
na discussão.
(c)
no estágio de abertura, quando é situado o
assunto que motivou o encontro entre o
entrevistado e entrevistador, no desenvolvimento
e no encerramento do assunto.
(d)
no estágio final, os participantes da entrevista
devem ter clareza de que está sendo encerrada e
rejeitar o fato.
(e)
se o entrevistado não aceita o término da
entrevista, você permanece sentado enquanto ele
continua falando indiscriminadamente.
30.


Minayo (2008) esclarece que “campo”, na
pesquisa qualitativa,

(a)
não é necessariamente o recorte espacial, desde
que aborde o referencial teórico em estudo.
(b) é
o recorte espacial que diz respeito à
abrangência, em termos empíricos, do recorte
teórico correspondente ao objeto da investigação.
(c) é
o recorte espacial, pré-definido pelos
indicadores hipotéticos, do local onde deverá ser
realizada a investigação.
(d) é o tema da pesquisa, previamente estabelecido
teoricamente, situado em seu tempo, espaço e
sujeitos partícipes do processo de investigação.
(e) é
o conjunto de variáveis que integram uma
pesquisa: o problema, o referencial teórico, a
metodologia, os recursos, os sujeitos e lugares
envolvidos.
31.


Para Alfred Benjamin,

(a)
a Entrevista de Ajuda irá proporcionar ao
entrevistado uma mudança no seu cotidiano.
(b)
a Entrevista de Ajuda é a experiência que altera
de forma negativa o relacionamento com o
usuário.
(c)
a Entrevista de Ajuda não provoca uma mudança
no entrevistador.
(d)
a Entrevista de Ajuda distribui recursos à nossa
disposição.
(e)
a Entrevista de Ajuda é sinônimo de
assistencialismo.

32.


A compreensão é um dos aspectos
importantes no desenvolvimento da entrevista. São
formas de compreensão:

(a)
conhecer a pessoa através dos olhos dos outros,
e através dos nossos.
(b) deixar
tudo de lado, menos o nosso senso de
humanidade.
(c)
aceitar tudo o que o outro nos diz.
(d)
saber “sobre” a pessoa que está sendo
entrevistada, não sob a ótica dos outros, mas
através dos nossos olhos.
(e) ouvir o outro sem ressalvas


33.


De acordo com Silvana dos Santos, o CFESS
atua na defesa das condições de trabalho e do
projeto ético-político profissional. Num momento de
profunda mercantilização,

(a) diminui o desemprego assim como as múltiplas
formas de violência na vida cotidiana, a
criminalização dos movimentos sociais e de suas
lideranças.
(b) diminui
a judicialização da questão social e a
instituição do “Estado Penal”, o que dá o tom do
cenário contemporâneo por onde se movimentam
os sujeitos nos diferentes espaços sócioocupacionais.
(c)
o processo capital x trabalho, na atual conjuntura,
se agrava a partir da exploração e da
desigualdade social.
(d) há
um entendimento de que só a formação
acadêmica influencia na atuação dos profissionais
de Serviço Social.
(e) tudo
o que acontece na vida cotidiana é
determinado pelas condições estruturais da
sociedade e independente da ação dos sujeitos.
34.


Nos últimos vinte anos, os assistentes sociais
têm seus espaços, condições e relações de trabalho
precarizadas e quase que totalmente destituídas de
direitos. Assim sendo,

(a)
o profissional deve ter o domínio de um
referencial teórico-metodológico, mas não é isso
que o ajuda a fazer uma leitura mais correta da
realidade.
(b)
a atual configuração do mercado de trabalho
depende apenas dos assistentes sociais com um
perfil profissional específico, independente da sua
formação acadêmica.
(c)
não enfrentam expressões de exploração e
dominação do capital sobre o trabalho, assim
como não efetivam respostas no campo dos
direitos.
(d)
as respostas dos assistentes sociais dependem
de eles assumirem a sua condição de
trabalhadores assalariados, mas não de obterem
o domínio de um referencial teórico-metodológico.
(e)
as suas respostas dependem de o profissional
assumir a sua condição de trabalhador
assalariado e de ter o domínio de um referencial
teórico-metodológico que o ajude a fazer uma
leitura mais correta da realidade.
35.


De acordo com João Bosco Lodi, as
respostas de uma entrevista devem preencher
alguns requisitos, tais como:

(a)
a especificidade das respostas deve ser evitada
na entrevista.
(b)
a relevância da resposta só pode ser constatada
quando os objetivos da entrevista estão
claramente definidos.
(c)
a profundidade das respostas está relacionada
com os sentimentos, pensamentos do
entrevistado.
(d)
a clareza verbal não contribui para a
especificidade das perguntas e depende da
formação acadêmica do entrevistador.
(e)
as entrevistas com perguntas abertas devem ser
evitadas com usuários do Serviço Social.
36.


A Assistência Social tem sido uma das
mediações mais tradicionais e persistentes no
exercício profissional do assistente social, e a
implantação do SUAS ampliou as possibilidades
de trabalho profissional nos novos espaços
ocupacionais, entre eles,

(a)
os Centros de Referência de Assistência Social
(CRAS) e os Centros Especializados de
Assistência Social (CREAS).
(b)
os Institutos que demarcam o desenvolvimento de
novas habilidades e competências para a gestão
pública.
(c)
os centros sociais onde se determinam demandas
profissionais na perspectiva da competência
crítica, de modo a não sucumbir ao discurso
competente requisitado pelas instituições
empregadoras.
(d)
as políticas sociais que viabilizam uma
intervenção continuada e estratégica da ação do
Estado sobre a sociedade.
(e)
mediações teóricas, técnicas, éticas e políticas na
perspectiva da competência competitiva.


37.


A documentação exerce, para o Serviço
Social, um papel fundamental para o desenvolvimento
de sua ação profissional. É documentação do
Serviço Social:

(a) Relatórios Processuais Condensados, apenas.
(b) Agenda e Diário de Estágio.
(c) Relatórios Processuais Operativos.
(d) Estudo Social.
(e) Relatórios
Processuais Descritivos; Relatórios
Processuais Condensados, Diário de Estágio e
Agenda.
38.


De acordo com Maria da Graça Türck, o
Relatório Processual Condensado é um
instrumento utilizado pelo Serviço Social

(a)
como instrumento utilizado em supervisão.
(b)
a partir do qual o aluno-estagiário vai fortalecendo
a identidade profissional.
(c)
nos prontuários existentes nos espaços
institucionais.
(d)
apenas como um instrumento de supervisão.
(e)
como um ensaio para a elaboração do produto
final do processo de trabalho do assistente social.
39.


O Estudo Social é uma forma de
documentação utilizada pelo Serviço Social para

(a) propiciar interlocução dos usuários na garantia de
seus direitos.
(b) determinar a situação socioeconômico da família
e de moradia.
(c)
vincular com o objetivo a que o assistente social
se propõe.
(d)
em um primeiro momento, “abrir os olhos” do
profissional.
(e)
conhecer o cotidiano do usuário e evitar a
repercussão de paradigmas por parte do
profissional.
40.


Segundo Vicente de Paula Faleiros, a
produtividade e a competitividade desenfreadas em
busca de lucro desencadearam um processo de
questionamento da intervenção estatal em defesa da
inclusão generalizada, não só em função de critérios
econômicos, mas, também, políticos. Isso porque

(a)
economicamente as grandes empresas passaram
a suprimir milhões de empregos e a explorar a
mão de obra.
(b)
não diminuiu a miserabilidade já que houve
exploração da mão de obra.
(c)
observa-se um empoderamento dos dispositivos
de proteção social.
(d)
o Estado não perde força perante as
organizações multinacionais.
(e)
o Serviço Social goza de autonomia e iniciativa de
ação no Espaço Institucional assim como no
Espaço Profissional.

FONTE: CONCURSO UFPEL 2012

GABARITO

EM BREVE

Aí está o link do gabarito pessoal, lembrando que começa da questão 9

http://ces.ufpel.edu.br/conctecadmed0043_2012/download/2012/gabarito_assist_social.pdf





ouvir o outro sem ressalvas.





Um comentário: